quinta-feira, 24 de maio de 2018

‘Museu Vivo’ deste domingo (27) tem doce de leite, figuras de barro e muita música de viola

Zé da Viola é uma dos participantes 
do 'Museu Vivo' deste domingo
Foto: Paulo Amaral/FCCR
O Museu do Folclore de São José dos Campos, ligado à Fundação Cultural Cassiano Ricardo, realiza neste domingo (27) mais uma edição do Projeto Museu Vivo, reunindo três detentores da cultura popular nas áreas de artesanato, culinária e música. A atividade acontece na área externa do museu, entre 14h e 17h, e é aberta ao público. A exposição de longa duração do museu também pode ser visitada neste horário.

Tina Lemos é artesã e figureira
Na área do artesanato, quem mostrará seu saber é a joseense Tina Lemos, artesã e figureira há mais de 17 anos. Ela é integrante do Projeto Santo de Casa, de São José dos Campos, que visa apoiar e difundir o artesanato de figuras de barro. Tina é autodidata e desde criança retrata figuras de barro, tendo vivenciado na região onde nasceu os traços da cultura piraquara e a tradição rural caipira.

Dona Sofia vai fazer doce de leite
Foto: Chico Abelha
Os saberes da culinária serão demonstrados, mais uma vez, pela mineira Sofia de Faria Ramos, que neste domingo fará um doce de leite que aprendeu com sua mãe e suas avós. Ela conta que sua mãe cozinhava muito bem e foi com ela que também aprendeu a costurar e bordar. “Minha mãe sabia fazer outros doces e pratos, como arroz doce, biscoito de polvilho, cuscuz, broa e doce de abóbora”.

A música ficará por conta do conhecido Zé da Viola, joseense que aprendeu a tocar viola com oito anos de idade, observando seu pai manusear o instrumento nos grupos de Folia de Reis, Catira e Dança de São Gonçalo. Aos 16 anos deixou a roça e foi morar na Vila Sinhá, região norte de São José, quando conheceu as notas musicais. Logo passou a compor as próprias músicas e hoje é orientador de oficina de viola na Fundação Cultural.

O Museu do Folclore tem sua gestão compartilhada com o Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sim fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318

CECP desenvolve novo projeto socioambiental com patrocínio da Petrobras / Governo Federal

Equipe de pesquisa do Ecomuseu+. Destaque para Angela
Savastano, vice-presidente do CECP (ao centro) e Maria de Siqueira,
coordenadora do projeto (segunda da direita para a esquerda) 
O Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos, deu início a um novo projeto socioambiental, que visa promover a valorização do patrimônio cultural e ambiental dos bairros Jardim Americano, Jardim Diamante e Campos de São José (região leste), por meio do empoderamento dos moradores destes três locais.

A iniciativa faz parte do Projeto Ecomuseu+, desenvolvido pelo CECP com patrocínio da Petrobras / Governo Federal e apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e outras instituições do município, ligadas à Prefeitura de São José. O projeto foi colocado em prática um ano após o CECP ter protagonizado trabalho semelhante (Projeto Ecomuseu Campos de São José – de 2015 a 2017), também com patrocínio da empresa.

O Projeto Ecomuseu+ integra o Programa Petrobras Socioambiental, lançado pela empresa em 2013, consolidando a integração dos investimentos sociais e ambientais como ferramenta para ampliar a atuação junto a comunidades, instituições do terceiro setor, poder público e universidades.

“Estamos satisfeitos em ter, mais uma vez, o patrocínio da Petrobras para o desenvolvimento de um novo projeto da instituição e temos certeza de que o resultado será muito satisfatório para todas as partes envolvidas. Além disso, estamos consolidando a atuação do CECP junto à comunidade, que ao longo dos seus 19 anos de existência tem contribuído para a valorização da cultura popular e o fortalecimento da cidadania”, declara Ricardo Savastano, presidente do Centro de Estudos.

Pesquisa inicial

O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo CECP terá duração de dois anos e prevê uma série de ações, entre elas uma pesquisa de campo realizada junto aos moradores dos três bairros, que deve durar até o final do projeto. A pesquisa vem sendo feita por uma equipe de pesquisadores, num contato direto com os moradores, em suas residências e ruas dos bairros.

O objetivo desta pesquisa é fazer um mapeamento cultural e socioambiental das comunidades, a fim de identificar os saberes que advêm da interação das pessoas com o ambiente onde moram, bem como um levantamento das principais demandas, sempre com foco naquilo que os próprios participantes do projeto podem desenvolver.

“Assim como no projeto anterior, o objetivo da proposta atual é proporcionar um novo olhar dos moradores destes bairros para a comunidade em que vivem, identificando os pontos positivos e questões que podem ser melhoradas, mas sempre com foco naquilo que eles mesmos podem resolver”, explica a historiadora Maria Siqueira Santos, coordenadora do projeto.

Ações

Para atingir o objetivo proposto no Projeto Ecomuseu+, o CECP pretende envolver adultos e jovens em ações de identificação, seleção, salvaguarda e difusão do patrimônio cultural local, desenvolvidas por meio de pesquisa de campo, plantio e manutenção de árvores nativas, rodas de artesanato, rodas de cantoria, encontros com jovens, rodas de conversa, entre outras demandas que surgirão ao longo do processo.

“Ao serem colocadas frente a frente com seus saberes e valorizadas exatamente naquilo que são capazes de fazer, as pessoas se potencializam e iniciam uma tomada de consciência de seu papel na comunidade, no desenvolvimento do território. Propõem soluções para os problemas enfrentados coletivamente e agem em prol do bem comum”, destaca Maria Siqueira.

Museologia Comunitária

O trabalho é fundamentado nos princípios da museologia comunitária, que tem a capacidade de empoderar as pessoas para uma ação de transformação social, utilizando como recurso o próprio patrimônio cultural. Ao fazer isto, elas são capazes de promover uma nova relação da comunidade entre si, com o local onde moram e com a municipalidade como um todo, visando a promoção da qualidade de vida.

A metodologia utilizada faz com que os participantes do projeto discutam sobre o que, como, quando e onde fazer. São ações palpáveis, com resultados práticos, visual e efetivo, de forma a mudar os espaços de convivência e trazer ambientes de uso comum, onde poderão ser realizadas uma série de atividades.

Em 2017, o Projeto Ecomuseu Campos de São José foi certificado como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil, passando a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais da instituição bancária, podendo ter sua filosofia de atuação aplicada em parceria com outras instituições e empresas do setor privado.

Organização Social

O CECP é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em abril 1999. Com sede em São José dos Campos, a instituição atua na área da cultura popular, tendo sido declarada de utilidade pública pela Prefeitura Municipal em outubro de 2001. Além do Projeto Ecomuseu+, o CECP é responsável pela gestão do Museu do Folclore de São José dos Campos e outros projetos ligados à área da cultura popular e patrimônio imaterial.

Centro de Estudos da Cultura Popular
(12) 3924-7318 / (12) 982645960

terça-feira, 22 de maio de 2018

Museu do Folclore disponibiliza a partir deste mês, na internet, seu acervo videográfico



O Museu do Folclore de São José dos Campos, ligado à Fundação Cultural Cassiano Ricardo, passa a disponibilizar, a partir deste mês, em seu canal no Youtube, registros (em vídeo) de manifestações da cultura popular local e regional, além de pesquisas, entrevistas e palestras realizadas ao longo dos seus 30 anos de existência.

A iniciativa faz parte de um Projeto de Difusão do Acervo Videográfico do museu e a intenção é proporcionar ao público uma ampliação do conhecimento sobre o patrimônio cultural da cidade e região, em particular, pesquisadores, educadores, estudiosos e detentores de bens culturais.

Inicialmente, serão disponibilizados dez vídeos (tratados digitalmente) sobre temas diversos, como Festa de São Benedito, Mês do Folclore, Folia de Reis entre outros. A seleção obedeceu a critérios técnicos e conceituais, alinhados ao estudo sobre o folclore. O material original faz parte do acervo da Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni e também está disponível para cópia.

Segundo explica o pesquisador Fábio Bueno, responsável pela condução do projeto, “o objetivo é que, a longo prazo, todos os registros do acervo sejam disponibilizados pela internet, passando a constituir um conjunto de séries temáticas”. Para a gestora do Museu do Folclore, Francine Maia, “ao disponibilizar este acervo de forma online, estamos permitindo que mais pessoas possam ter acesso a informações importantes sobre a cultura popular da nossa região”. 

O primeiro vídeo postado é de uma palestra do Projeto Dialogando com o Folclore, realizada pelo pesquisador Frei Chico, no dia 16 de junho de 2013, no auditório da Biblioteca Municipal de São José dos Campos. Na ocasião, o pesquisador também apresentou seu Dicionário da Religiosidade Popular, resultado de 45 anos de pesquisas empreendidas por ele no Brasil.

Perfil

Frei Chico é de nacionalidade holandesa e está no Brasil desde 1967. Tornou-se franciscano da Província da Santa Cruz, com sede em Belo Horizonte (MG). Trabalhou durante dez anos no Vale do Jequitinhonha e, neste período, anotou parte da cultura popular em 15 mil folhas e 250 fitas. Em 1970 fundou o coral Trovadores do Vale, no qual pessoas pobres da região cantam músicas da sua própria cultura.

A partir de 1978, já em Betim (MG), passou a realizar pesquisas e a promover a cultura popular, dedicando-se, especialmente, às culturas religiosas existentes no Brasil. Trocou correspondências com Luís da Câmara Cascudo, Mário de Souto Maior e outros grandes folcloristas. Durante 16 anos morou na Colônia de Santa Isabel (Betim), onde escreveu a maior parte do Dicionário da Religiosidade Popular. Também é autor de outras sete publicações do gênero.

A gestão do Museu do Folclore é feita pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sim fins lucrativos, de forma compartilhada com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo. 

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana
(12) 3924-7318