terça-feira, 21 de novembro de 2017

Pesquisa inédita aponta que Estado de São Paulo tem cerca de 80 grupos de Congadas

Foto mostra encontro de grupos de Congadas
Foto: Fábio Bueno
Ao final de dois anos de pesquisa inédita (2015 e 2016), o Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), com sede em São José dos Campos, identificou cerca de 80 grupos de Congadas, entre ativos e na memória recente, em diferentes regiões do Estado de São Paulo. Os dados obtidos integrarão o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem entre suas finalidades promover a preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Os resultados completos dessa pesquisa – realizada mediante convênio com o Iphan – serão apresentados pelo CECP no dia 25 de novembro, às 14h30, no auditório do Museu Municipal de São José dos Campos. O trabalho terá continuidade em 2018, desta vez por meio de convênio da organização com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, após ter vencido, em setembro, processo de chamamento público do órgão.
No mesmo dia 25, também no Museu Municipal, será aberta a exposição temporária ‘Congado Paulista: Canto, Dança e Devoção’, que mostrará os resultados da pesquisa em forma de fotos, vídeo documentário, painéis e objetos utilizados nas Congadas.
Metodologia
Moçambique de São Benedito, da cidade de Cunha, no Vale do Paraíba
Foto:
Fábio Bueno
Toda a pesquisa foi baseada em metodologia própria do Iphan, coordenada pelo historiador Fábio Bueno, pesquisador contratado pelo CECP. Ao longo do trabalho, uma equipe de oito pessoas se revezou nas atribuições, entre elas estagiários da Universidade de Taubaté (Unitau). Para auxiliar na identificação de localização das Congadas, foi utilizado um programa gratuito de georreferenciamento do Google (Google Earth Pro). 
“No Vale do Paraíba, em particular, a presença do Reinado, Rei e Rainha Congo, não é tão comum como em Minas Gerais e na região de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Aqui é muito forte a presença dos Moçambiques e das Congadas Moçambiques, uma mistura das duas linhas”, enfatizou Fábio Bueno.
O Congado é um conceito histórico antropológico pesquisado pelo Iphan e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do qual se derivaram o Moçambique, o Terno de Congo, os Marinheiros, as Marujadas, a Congada, a Congada Moçambique, o Catupê, o Terno de Congada muitas outras linhas. 
Perfil e outras ações
O CECP é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em abril de 99, e tem como finalidade o estudo, a pesquisa, a valorização e o estímulo de toda expressão espontânea da cultura popular. A instituição foi declarada de utilidade pública municipal pela Prefeitura de São José, em 10 de outubro de 2011.
A organização já desenvolve outras ações de salvaguarda e as principais ocorrem por meio do Museu do Folclore de São José dos Campos, espaço sob sua gestão, mediante convênio com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Entre essas ações estão o Projeto Museu Vivo, voltado aos detentores de sabedorias e práticas populares; a Coleção Cadernos de Folclore, focada em identificar e documentar a cultura popular; e a constituição do acervo museológico do próprio Museu do Folclore. 
Museu Municipal de São José dos CamposPraça Afonso Pena, 29 – Centro
(12) 3924-7318

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Museu do Folclore realiza exposição com 26 presépios de diferentes figureiros da região

Este é um dos presépios que faz parte da exposição temporária
Foto: Paulo Amaral/FCCR
Eles são de vários tamanhos, cores e formatos, mas todos trazem em cada peça muito mais que argila e tinta. Guardam em si a cultura popular, a história e o perfil dos seus autores. Poder vê-los e apreciá-los, em todos os seus detalhes, é uma grande oportunidade, tanto para quem já conhece, como para quem nunca viu a arte de figureiras e figureiros do Vale do Paraíba.
Oportunidade que o Museu do Folclore de São José dos Campos colocará à disposição do público a partir do próximo dia 26 (domingo), com abertura de uma exposição temporária inédita, ‘Presépios do Vale’, reunindo 26 peças da sua reserva técnica. São presépios criados por 14 figureiras e figureiros da região, entre os anos de 1980 a 2016.
A maioria das peças ficará exposta na Sala Brasil e algumas na Sala São José dos Campos, da exposição permanente do Museu do Folclore. A mostra poderá ser visitada até o dia 4 de fevereiro, de terça a sexta, das 9h às 14h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h.
Exposição terá presépios de diferentes figureiros e figureiras
Foto: Paulo Amaral/FCCR
As obras que serão expostas são de autoria de Eugênia da Silva, Maria Benedita dos Santos (Dona Lili), Maria da Graça e Silva, Maria Benedita Vieira (Mudinha), Luiz Paulo Ragazini e Reinaldo de Oliveira Paula (de São José dos Campos); Benedito Gomes (Seu Dito), Maria Luiza Santos Vieira, Josiane Sampaio (Josie), Maria Cândida Santos, Vagner Campos, Edith Alves dos Santos e Ismênia Aparecida dos Santos (de Taubaté); e Mariana e N.A.F. (de Pindamonhangaba). A mostra também acontece em homenagem a Luiz Paulo Ragazini e Mudinha, falecidos este ano. 

‘Museu Vivo’ especial
A abertura da exposição também fará parte de uma edição especial do Projeto Museu Vivo, que terá as presenças de representantes da cultura popular local mostrando seus saberes no artesanato, na culinária e na música: Fátima Aparecida dos Santos (artesanato – figuras para presépio), Maria José Oliveira (culinária – rabanada) e os violeiros do Trio Terra Bruta (música sertaneja).
O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e funciona sob gestão do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública pela Prefeitura de São José dos Campos.
Museu do Folclore de SJCAv. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Museu do Folclore de São José dos Campos completa em dezembro 30 anos de criação

Fachada do Museu do Folclore no Parque da Cidade
Foto: Adenir Brito
O Museu do Folclore de São José dos Campos, unidade da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), completa em dezembro 30 anos de criação e 20 anos de instalação no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, no bairro de Santana, região norte da cidade. Em seu prédio principal fica a exposição de longa duração, ‘Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional’, montada em 2006 sob curadoria do museólogo e antropólogo Raul Lody. 

A gestão do museu é realizada pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos que mantém convênio com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), entidade ligada à Prefeitura Municipal. A atual presidente do CECP é a folclorista Angela Savastano, que fez parte da Comissão de Folclore da FCCR e uma das responsáveis pela criação do museu.

“Acredito que em todo este tempo de existência do Museu do Folclore conseguimos passar à comunidade, principalmente aos estudantes, a importância da vivência e do estudo da cultura e da sabedoria popular, muito presente no cotidiano das pessoas mesmo nos dias de hoje, quando praticamente tudo gira em torno da tecnologia”, enfatiza Angela Savastano.  

Exposição e projetos

Sala São José dos Campos, na exposição de longa duração
Foto: Adenir Brito
A exposição é composta por diferentes objetos, imagens, fotos e vídeos relacionados à cultura popular da região e do Brasil, distribuídos em oito ambientes identificados como Sala São José dos Campos, Sala das Tecnologias, Sala Religiosidade, Sala Festas, Sala Santos de Fé, Sala Identidades, Sala Brasil e Sala das Panelas. Em prédio anexo funcionam uma biblioteca especializada em cultura popular e uma brinquedoteca; além do setor administrativo.

Além dos espaços de visitação, o Museu do Folclore também desenvolve os projetos ‘Museu Vivo’ (dois domingos por mês), ‘Saber Popular: Um Sopro da Natureza’ (durante a semana), ‘Cadernos de Folclore’ (publicações sobre cultura popular), ‘Dialogando com o Folclore’ (palestras durante o ano), ‘Ouvindo por acaso’ (divulgação diária de músicas folclóricas); além de atividades do Mês do Folclore (agosto e setembro) e Ciclo de Natal (novembro a janeiro).

Visitas de estudantes são acompanhadas com mediadores
Visitas espontâneas e agendadas

As visitas à exposição podem ser feitas de terça a sexta e feriados, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. As visitas em grupo, com acompanhamento de mediadores, podem ser feitas durante a semana e devem ser agendadas antecipadamente pelo telefone 3928-7354.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade Roberto Burle Marx, Santana. Informações: 3924-7318 ou pelo site www.museudofolclore.org