domingo, 22 de outubro de 2017

Museu do Folclore de São José dos Campos completa em dezembro 30 anos de criação

Fachada do Museu do Folclore no Parque da Cidade
Foto: Adenir Brito
O Museu do Folclore de São José dos Campos, unidade da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), completa em dezembro 30 anos de criação e 20 anos de instalação no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, no bairro de Santana, região norte da cidade. Em seu prédio principal fica a exposição de longa duração, ‘Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional’, montada em 2006 sob curadoria do museólogo e antropólogo Raul Lody. 

A gestão do museu é realizada pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos que mantém convênio com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), entidade ligada à Prefeitura Municipal. A atual presidente do CECP é a folclorista Angela Savastano, que fez parte da Comissão de Folclore da FCCR e uma das responsáveis pela criação do museu.

“Acredito que em todo este tempo de existência do Museu do Folclore conseguimos passar à comunidade, principalmente aos estudantes, a importância da vivência e do estudo da cultura e da sabedoria popular, muito presente no cotidiano das pessoas mesmo nos dias de hoje, quando praticamente tudo gira em torno da tecnologia”, enfatiza Angela Savastano.  

Exposição e projetos

Sala São José dos Campos, na exposição de longa duração
Foto: Adenir Brito
A exposição é composta por diferentes objetos, imagens, fotos e vídeos relacionados à cultura popular da região e do Brasil, distribuídos em oito ambientes identificados como Sala São José dos Campos, Sala das Tecnologias, Sala Religiosidade, Sala Festas, Sala Santos de Fé, Sala Identidades, Sala Brasil e Sala das Panelas. Em prédio anexo funcionam uma biblioteca especializada em cultura popular e uma brinquedoteca; além do setor administrativo.

Além dos espaços de visitação, o Museu do Folclore também desenvolve os projetos ‘Museu Vivo’ (dois domingos por mês), ‘Saber Popular: Um Sopro da Natureza’ (durante a semana), ‘Cadernos de Folclore’ (publicações sobre cultura popular), ‘Dialogando com o Folclore’ (palestras durante o ano), ‘Ouvindo por acaso’ (divulgação diária de músicas folclóricas); além de atividades do Mês do Folclore (agosto e setembro) e Ciclo de Natal (novembro a janeiro).

Visitas de estudantes são acompanhadas com mediadores
Visitas espontâneas e agendadas

As visitas à exposição podem ser feitas de terça a sexta e feriados, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. As visitas em grupo, com acompanhamento de mediadores, podem ser feitas durante a semana e devem ser agendadas antecipadamente pelo telefone 3928-7354.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade Roberto Burle Marx, Santana. Informações: 3924-7318 ou pelo site www.museudofolclore.org   

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

‘Museu Vivo’ deste domingo (8) terá arroz doce, figuras em argila e música sertaneja

Jorge, Ibrahim e José, os amigos
que se reúnem para cantar e tocar viola
Foto: Fábio Bueno 
Um dos projetos desenvolvidos pelo Museu do Folclore de São José dos Campos, ao longo do ano, é o ‘Museu Vivo’, realizado nas tardes de domingo, entre 14h e 17h, no Parque da Cidade. Neste fim de semana, dia 8, três novos representantes da cultura popular local terão possibilidade de mostrar seus saberes ao público, nas áreas do artesanato, da culinária e da música. O encontro acontece no lado externo do museu.

Um dos convidados é o cantor de primeira e segunda voz de música sertaneja raiz, Ibrahim Ribeiro, nascido em Cristina (MG) e morador em São José dos Campos há mais de 40 anos. Ibrahim estará acompanhado dos amigos Jorge Violeiro e José Arildo. Ibrahim canta desde criança, quando ouvia música sertaneja pelo rádio. Hoje, além do sertanejo, também gosta de cantar outros ritmos, como guarânias e canção rancheira.

Adão Silvério mostrando seu saber
Na área do artesanato, o convidado é o Mestre Adão Silveiro, pintor ‘Naif’ (arte primitiva) reconhecido publicamente na cidade. Adão mostrará aos presentes os saberes que também tem na arte de fazer figuras em argila. A expectativa é que as pessoas, principalmente crianças, passem da observação à prática e, literalmente, coloquem a ‘mão na massa’ para ver como é que se faz.

Domingo Ana Rosa vai fazer arroz doce
A culinária ficará por conta de Ana Rosa dos Santos, que mostrará seus saberes fazendo arroz doce, iguaria que, depois de pronta, poderá ser degustada pelas pessoas presentes. Ana Rosa é natural de Sapucaí Mirim e viveu sua infância na roça, onde, além de ajudar o pai e criar seus próprios brinquedos com chuchus e sabugos de milhos, aprendeu a fazer doces com a mãe.

O Projeto Museu Vivo é conduzido pelo Museu do Folclore e Fundação Cultural Cassiano Ricardo, sob gestão do Centro de Estudos da Cultura Popular.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100 - Parque da Cidade - Santana. Informações: (12) 3924-7318 ou www.museudofolclore.org

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

‘Museu Vivo’ deste domingo (24) tem viola, doce de leite e confecção de pipas. Confira!

Ronnie faz apresentação no Mercado Municipal de Paraíbuna
A música sempre esteve presente na vida do violeiro, artesão e artista plástico Ronnie dos Santos, joseense que no domingo (24) estará presente no Projeto Museu Vivo, do Museu do Folclore de São José dos Campos, mostrando sua sabedoria musical. Também participarão das atividades o lorenense Carlos Roberto Torres e a mineira Sofia Faria Ramos, que farão, respectivamente, pipas e doce de leite. O encontro é aberto ao público e acontece na área externa do museu, das 14h às 17h.

O gosto de Ronnie pela música vêm da família. Seu bisavô e tios eram moçambiqueiros e dançavam Folia de Reis e São Gonçalo. Em 1995 assumiu a liderança das danças, ocupando os lugares dos mestres que ficaram doentes. Há dez anos participa da ‘Domingueira de Viola’ realizada em Paraibuna e por outros 11 (de 2001 a 2012) integrou os movimentos de seresta. Em 2006 recebeu o título de Mestre de Cultura Popular durante o Revelando São Paulo.

Dona Sofia
Numa outra vez que participou do ‘Museu Vivo’, em 2015, Dona Sofia, como é conhecida, mostrou todo seu saber ao fazer paçoca no pilão. Neste domingo ela vai demonstrar o seu conhecimento ao produzir doce de leite. Hoje ela é dona de casa, mas também já trabalhou no comércio por muitos anos, tendo se aposentada como vendedora.







Carlos Roberto
O terceiro participante da programação, Carlos Roberto, passou toda sua infância e juventude na cidade onde nasceu, Lorena. Foi lá que, durante as férias de julho e janeiro, numa rua sem saída na periferia da cidade, ele aprendeu a fazer e empinar pipas. Sabedoria que pode parecer simples, mas que requer muita criatividade e habilidade.