sexta-feira, 22 de setembro de 2017

‘Museu Vivo’ deste domingo (24) tem viola, doce de leite e confecção de pipas. Confira!

Ronnie faz apresentação no Mercado Municipal de Paraíbuna
A música sempre esteve presente na vida do violeiro, artesão e artista plástico Ronnie dos Santos, joseense que no domingo (24) estará presente no Projeto Museu Vivo, do Museu do Folclore de São José dos Campos, mostrando sua sabedoria musical. Também participarão das atividades o lorenense Carlos Roberto Torres e a mineira Sofia Faria Ramos, que farão, respectivamente, pipas e doce de leite. O encontro é aberto ao público e acontece na área externa do museu, das 14h às 17h.

O gosto de Ronnie pela música vêm da família. Seu bisavô e tios eram moçambiqueiros e dançavam Folia de Reis e São Gonçalo. Em 1995 assumiu a liderança das danças, ocupando os lugares dos mestres que ficaram doentes. Há dez anos participa da ‘Domingueira de Viola’ realizada em Paraibuna e por outros 11 (de 2001 a 2012) integrou os movimentos de seresta. Em 2006 recebeu o título de Mestre de Cultura Popular durante o Revelando São Paulo.

Dona Sofia
Numa outra vez que participou do ‘Museu Vivo’, em 2015, Dona Sofia, como é conhecida, mostrou todo seu saber ao fazer paçoca no pilão. Neste domingo ela vai demonstrar o seu conhecimento ao produzir doce de leite. Hoje ela é dona de casa, mas também já trabalhou no comércio por muitos anos, tendo se aposentada como vendedora.







Carlos Roberto
O terceiro participante da programação, Carlos Roberto, passou toda sua infância e juventude na cidade onde nasceu, Lorena. Foi lá que, durante as férias de julho e janeiro, numa rua sem saída na periferia da cidade, ele aprendeu a fazer e empinar pipas. Sabedoria que pode parecer simples, mas que requer muita criatividade e habilidade.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Museu do Folclore de São José dos Campos completa em dezembro 30 anos de criação

Fachada do Museu do Folclore no Parque da Cidade
Foto: Adenir Brito
O Museu do Folclore de São José dos Campos, vinculado à Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), completa em dezembro 30 anos de criação e 20 anos de instalação no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, no bairro de Santana, região norte da cidade. Em seu prédio principal fica a exposição de longa duração, ‘Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional’, montada em 2006 sob curadoria do museólogo e antropólogo Raul Lody. 

A gestão do museu é realizada pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos que mantém convênio com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), entidade ligada à Prefeitura Municipal. A atual presidente do CECP é a folclorista Angela Savastano, que fez parte da Comissão de Folclore da FCCR e uma das responsáveis pela criação do museu.

“Acredito que em todo este tempo de existência do Museu do Folclore conseguimos passar à comunidade, principalmente aos estudantes, a importância da vivência e do estudo da cultura e da sabedoria popular, muito presente no cotidiano das pessoas mesmo nos dias de hoje, quando praticamente tudo gira em torno da tecnologia”, enfatiza Angela Savastano.  

Exposição e projetos

Sala São José dos Campos, na exposição de longa duração
Foto: Adenir Brito
A exposição é composta por diferentes objetos, imagens, fotos e vídeos relacionados à cultura popular da região e do Brasil, distribuídos em oito ambientes identificados como Sala São José dos Campos, Sala das Tecnologias, Sala Religiosidade, Sala Festas, Sala Santos de Fé, Sala Identidades, Sala Brasil e Sala das Panelas. Em prédio anexo funcionam uma biblioteca especializada em cultura popular e uma brinquedoteca; além do setor administrativo.

Além dos espaços de visitação, o Museu do Folclore também desenvolve os projetos ‘Museu Vivo’ (dois domingos por mês), ‘Saber Popular: Um Sopro da Natureza’ (durante a semana), ‘Cadernos de Folclore’ (publicações sobre cultura popular), ‘Dialogando com o Folclore’ (palestras durante o ano), ‘Ouvindo por acaso’ (divulgação diária de músicas folclóricas); além de atividades do Mês do Folclore (agosto e setembro) e Ciclo de Natal (novembro a janeiro).

Visitas de estudantes são acompanhadas com mediadores
Visitas espontâneas e agendadas

As visitas à exposição podem ser feitas de terça a sexta e feriados, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. As visitas em grupo, com acompanhamento de mediadores, podem ser feitas durante a semana e devem ser agendadas antecipadamente pelo telefone 3928-7354.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade Roberto Burle Marx, Santana. Informações: 3924-7318 ou pelo site www.museudofolclore.org   

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Projeto Museu Vivo volta a reunir domingo (10) três novos representantes da cultura popular

Marcio e sua paixão
Passadas algumas semanas desde a última edição, no dia 6 de agosto, o projeto Museu Vivo, do Museu do Folclore de São José dos Campos, volta a ser realizado neste domingo (10), das 14h às 17h, com a presença de três novos representantes da cultura popular local: Márcio Almeida da Costa, na área de música, Otávio Gonçalves Fonseca, no artesanato, e Joana Cavalcante Rocha, na culinária.

A programação é aberta ao público e acontece na área externa do museu, no Parque da Cidade. Para quem desejar, a exposição permanente do Museu do Folclore também permanece aberta neste período, bem como a exposição temporária montada por ocasião do Mês do Folclore, que mostra trabalhos feitos em palha de milho, dos artesãos Donizetti Pinto Ribeiro (São José) e Maria Giselda de Souza (Redenção da Serra).

A paixão é o violão

Marcio Almeida da Costa (também conhecido como Feijão), nasceu no Rio de Janeiro e conta que o violão sempre foi sua paixão, apesar de ter aprendido a tocar clarinete quando era pequeno, em um conservatório de música erudita. Seu pais e seus tios eram todos violonistas. “Recebi a influência regional de muitos lugares que morei, mas a mais forte foi do samba do Rio, onde nasci e cresci”, diz Marcio.

Morando em São José desde a década de 70, Marcio relata que aprendeu a amar a cidade e sua cultura. Ele trabalha em uma grande empresa da região, mas há mais de dez anos é formado como professor e educador. “Uso minha voz e meu violão como instrumentos de difusão da cultura da nossa região do nosso país, pois acredito que o cidadão pode mudar a sociedade com sua música”, ressalta.

Otávio Fonseca
Trabalhos em madeira

No artesanato, Otávio Gonçalves Fonseca, nascido em Paraibuna, vai mostrar sua sabedoria na construção de ‘pilãozinho’, mais utilizado como decoração, por ser menor do que o pilão convencional. Otávio não é conhecedor apenas de trabalhos em madeira, mas também gosta de contar causos e histórias. Domingo será interessante observar seu trabalho e, quem sabe, ouvir alguns causos.

De tudo um pouco

A baiana Joana Cavalcante Rocha, nascida na cidade de São Gabriel, sempre foi muito atenta e por isso aprendeu a fazer muita coisa só de ver os mais velhos fazerem. Foi assim que ajudou seu pai na roça, plantando macaxera e milho, cuidando da criação e fazendo peças de artesanato. Domingo ela vai demonstrar toda sua sabedoria fazendo bolinho da roça.

Joana vai fazer bolinho da roça
O projeto Museu Vivo, desenvolvido pela Fundação Cassiano Ricardo e Museu do Folclore, é uma realização da Prefeitura de São José. A gestão das atividades do museu é do Centro de Estudos da Cultura Popular (CEP), instituição sem fins lucrativos.